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terça, 16 fevereiro 2010 22:21

Sé Catedral de Évora

A catedral de Évora é um dos monumentos mais notáveis de Portugal. A sua cobertura de berços na nave e no transepto onde ainda não aparecem ogivas, o coroamento das suas torres com calotas cónicas em pedra e o aspeto maciço de fortaleza que a caracteriza exteriormente, constituem os elementos que na maioria dos casos têm impedido de reconhecer nela uma das mais notáveis criações de arte gótica, que deixou, em Portugal um grupo de construções tão originais quanto numerosas.

A inscrição no túmulo do bispo D. Durando, que ocupou a sede episcopal de Évora até 1283, data da sua morte atribui, expressamente, o mérito de ter iniciado as obras da catedral atual, segundo é confirmado por uma inscrição comemorativa conservada numa das capelas ainda existentes, atestando que à data da sua morte, a 2 de Abril da Era de 1231 [1283], este bispo D. Durando tinha «edificado e ricamente dotado a catedral».

O transepto e a nave principal são sem dúvida cobertas com berços, na catedral de Évora; mas este berço é muito nitidamente quebrado e as proporções da nave nestas duas partes do edifício acusam uma tendência vertical que caracteriza a arquitetura gótica portuguesa: a abóbada sobe a mais de 19 metros, com uma largura de cerca de 8 metros para um comprimento de 32 metros no transepto e 41 metros na nave. Nem o transepto nem a nave, são diretamente iluminados por janelas no andar superior se bem que nenhuma colateral flanqueie o transepto, o que mais acentua ainda a verticalidade das suas proporções; e, quanto à nave, as tribunas que correm sobre as colaterais, elevam-se quase ao nível da abóbada que a cobre.

É a arquitetura do séc. XII das províncias francesas do Oeste que parece ter inspirado várias particularidades da catedral de Évora. Sabe-se aliás que existiram nos séc. XII e XIII relações artísticas especialmente estreitas, entre essas regiões da França e as províncias espanholas de Salamanca e de Zamora, cujas catedrais se costumam sempre comparar com a de Évora.

 

LAMBERT, Élie - Separata de «Mélanges Charles Picard» (Presses Universitaires de France, 1949). In A Cidade de Évora - Boletim da Comissão Municipal de Turismo; Évora : Câmara Municipal de Évora, 1949.

Outras Ligações:

http://cathedral.lnec.pt/portugues/evora.html

Publicado em Monumentos
domingo, 20 maio 2007 12:56

Nota Histórica de Évora

Neste sítio tão acomodado fundou Elisa esta cidade, 145 anos depois do Dilúvio e 2164 antes do nascimento de Cristo, impondo-lhe o nome de Ébora. Alguns autores crêm que se chamasse também Luso ou Lísias e que deste nome tivera a sua origem o nome de Lusitânia. Dizem que o primeiro Rei desta cidade tivera uma filha hermafrodita, que nomeara Elbora. Morrendo o pai, chamado Elbur, casou-se e teve uma filha que nomeou Évora. Falecendo a sua mulher, tornou a casar, tendo uma filha chamada Elbora e um filho chamado Evorinho. Que desta Elbora e de Évora tomara a cidade o nome (Franco 1945).

Segundo Túlio Espanca (1980), as primeiras referências sobre a cidade provêm de Plínio, que lhe chamara Ebora Cerealis, titulo proveniente da fertilidade do solo, ainda antes do período romano, ponto fortificado de certa importância, integrada na nação lusitana fora capital do reino céltico de Astolpas, sogro de Viriato. Transformada em cidade itinerária e viária de notável interesse económico do sul do Tejo, foi conquistada por Júnio Bruto no século II a.C. Após a ocupação dos romanos, estes foram cedendo aos vencidos territórios entre o Guadiana e o Tejo, para onde se foram transferindo numerosas tribos lusitanas de origem galaica. Durante o governo de Júlio César, a região esteve pacificada e a cidade de Ebora, com o Título de Liberalitas (Liberdade), de homenagem a Júpiter, passou-se a chamar Liberalitas Julia, grande cidade de direito latino.

Foi conquistada aos Mouros em Outubro de 1165 por Giraldo Geraldo, o Sem Pavor, data em que se restaurou a sua diocese. Por intermédio de Pedro Álvares Cogominho, seu companheiro de armas, entregou-a a D.. Afonso Henriques, que a aceitou, nomeando-o primeiro alcaide e enviando-lhe soldados e colonos. Não mais a cidade deixou de ser cristã, muito embora corresse o risco de ser tomada no célebre cerco de 1180-1181, posto por Mohammed Ibn Yussuf Ibn Wamudin, sendo Mestre de Évora Gonçalo Viegas.

Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reindados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Durante toda a Idade Média, mas especialmente com a dinastia de Avis, Évora foi uma das mais importantes cidades do reino. No início do século XVI, ainda tinha praticamente o mesmo número de habitantes que o Porto. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal. Évora é testemunho de diversos estilos e corentes estéticas, sendo ao longo do tempo dotada de obras de arte a ponto de ser classificada pela UNESCO, em 1986, como Património Comum da Humanidade.

Publicado em História de Évora

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