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segunda, 16 fevereiro 2015 09:22

Fábricas da Embraer em Évora vão aumentar número de trabalhadores em 30%

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Fábrica da Embraer em Évora Fábrica da Embraer em Évora

O presidente da Embraer em Portugal está a diversificar a actividade das fábricas da brasileira com a introdução de mais componentes.

As fábricas da Embraer em Évora já empregam "quase 300 funcionários" e, este ano, a construtora aeronáutica prevê aumentar o número de trabalhadores em cerca de 30%, revelou à Lusa o presidente da empresa em Portugal.

No ano passado, "praticamente, duplicámos o nosso efectivo e chegámos ao final de 2014 com quase 300 funcionários, a maior parte oriunda de Évora ou da região", adiantou Paulo Marchioto, presidente da Embraer Portugal.

Em entrevista à Lusa, o responsável disse também que "a maior parte" dos trabalhadores foi formada através da colaboração estabelecida com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP): "Esta parceria tem-se mostrado muito boa".

"Tem sido muito gratificante a velocidade de aprendizagem que os nossos colaboradores têm demonstrado", elogiou, revelando que, para este ano, a empresa tem "um planeamento do crescimento da força de trabalho em cerca de 30%".

Inauguradas em 2012, após um investimento de quase 180 milhões de euros, as duas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira - uma de estruturas metálicas e outra de materiais compósitos - estão a cumprir "rigorosamente" o cronograma planeado.

A previsão é a de que, "dentro de dois anos", as unidades estejam "a voar em voo de cruzeiro", ou seja, atinjam a capacidade plena, mas, para já, o responsável da empresa em Portugal escusou-se a abordar uma eventual expansão.
"Primeiro precisamos de ter a capacidade plena. A partir daí pensamos em aumentar. Um passo firme de cada vez", argumentou.

Quanto ao centro de engenharia e tecnologia criado no ano passado, igualmente em Évora, para o desenvolvimento de peças e estruturas em materiais compósitos, já "começou a trabalhar" e tem em curso "o processo de contratação de colaboradores".

A empresa prevê que a estrutura, dirigida por Sérgio Carvalho, conte com "pelo menos 20 colaboradores", este ano.

Segundo Paulo Marchioto, em 2014, as fábricas da cidade alentejana tiveram "um ano muito desafiante" e um dos factos a realçar foi o de se terem tornado fornecedoras das "três unidades de negócio [da Embraer] no Brasil".

"Procurámos diversificar a actuação, inserindo os produtos de Évora nos mais diversos produtos da Embraer e trabalhando para a unidade comercial, a unidade executiva e a de defesa e segurança", resumiu.

Nas fábricas alentejanas, são produzidos componentes para o avião executivo Legacy 500 (asa, empenagens vertical e horizontal e, como novidade conseguida em 2014, o cone traseiro), para o comercial E1 (revestimentos de asa) e para a nova aeronave militar KC-390 (revestimentos de asa e empenagens).

Outro dos destaques de 2014, segundo Paulo Marchioto, foi o de conseguir envolver a fábrica de estruturas metálicas no novo programa de aviação comercial da empresa, os aviões E-Jets E2, o que levou à ampliação da área coberta da unidade, cujas obras estão quase terminadas.

"Estamos a trabalhar nos protótipos deste novo produto, que é o mais avançado da Embraer", disse, precisando que a fábrica produz "os revestimentos da asa" do E2 e que, agora, no início deste ano, devem seguir "as primeiras remessas para o Brasil".

Além disso, revelou, também a fábrica de materiais compósitos vai passar a estar envolvida no processo ligado aos protótipos do E2, com o fabrico do "estabilizador horizontal" da aeronave.

Paulo Marchioto, assumiu ainda que seria "muito relevante" para a empresa se Portugal decidisse comprar o novo avião militar KC-390, a "maior" aeronave "de sempre" da construtora aeronáutica brasileira e que tem vários componentes a ser produzidos em Portugal.

"Todo o cliente é muito importante para a empresa e, principalmente, se nós tivermos Portugal, que faz parte da concepção e da fabricação do avião. Seria muito relevante que essa compra fosse efectivada", afirmou.

A Lei da Programação Militar prevê cerca de 40 milhões de euros para investimento inicial na compra de seis destes aviões, que começarão a ser entregues em 2016. Mas antes a Força Aérea Portuguesa irá renovar os actuais C-130.

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