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terça, 12 novembro 2013 12:54

Alentejo e Algarve sem exames de medicina nuclear

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Os doentes residentes no Alentejo e no Algarve não têm acesso facilitado a exames PET - semelhantes à Tomografia Axial Computorizada e muito utilizados em oncologia - como os outros portugueses do continente.

Dos 12 equipamentos disponíveis nenhum está localizado naquelas duas regiões mais sul do país. O retrato é feito pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que afirma que a disparidade pode pôr em causa a equidade no acesso à saúde.

Os auditores calculam que, no ano passado, "13% da população total não estava abrangida pelas áreas de influência até 90 minutos de viagem", pelo que, "estima-se que 1560 precisaram de percorrer distâncias com tempos de viagem (ida e volta) superiores a 180 minutos. Tal estimativa poderá revelar uma realidade não só incómoda para o utente, como poderá concretizar um custo de transporte considerável e um baixo nível de acessibilidade", lê-se no relatório.

A maioria dos PET está na região de Lisboa e Vale do Tejo, com seis equipamentos - embora apenas um de natureza pública. Contas feitas, em 2012 foram realizados 63.678 exames, quase todos (63.160) na área de oncologia. As unidades públicas asseguraram 36.720 e os privados 26.440. Ainda assim, há dados que indiciam outras falhas.

O tipo de exame PET mais realizado em cancro é o do estudo de corpo inteiro e em 2012 ascendeu a 12.029 exames efetuados, um número que os auditores garantem estar abaixo do previsto. "Comparando os exames efetivamente efetuados com as previsões realizadas, tendo por base os pressupostos assumidos no documento da Rede de Referenciação Hospitalar de Medicina Nuclear, constatou-se que o número total de exames PET, na área de oncologia, ficou aquém da necessidade da população em termos das previsões epidemiológicas."

A ERS destaca ainda 'buracos' na própria rede de referenciação dos doentes. Alguns hospitais tidos como sendo de 'fim de linha', mais diferenciados e com a obrigação de darem resposta ao utente, não têm PET. São disso exemplo, São João, IPO de Coimbra, Santa Maria e Garcia de Orta, "devendo ademais destacar-se a situação particular do 'Novo Hospital Lisboa Oriental', também identificado na rede como prestador de último destino, que, no entanto, não se encontra em funcionamento". Ou ainda, "o facto da rede indicar o Centro Hospitalar do Algarve e o Hospital Espírito Santo de Évora como estabelecimentos de último destino, quando, até à data, nem nos referidos estabelecimentos, nem em quaisquer outros pertencentes à ARS Alentejo e à ARS Algarve, existem equipamentos PET".

Quanto a preços, há valores para todos os bolsos. Este ano, as unidades públicas estão a cobrar um valor médio de 699 euros, enquanto o sector privado faz o PET -estudo de corpo interiro - , em média, por 658 euros. E mesmo entre hospitais do SNS há diferenças: os do Centro têm os valores mais baratos, a rondar os 486 euros em média, e os de Lisboa o preço médio mais caro: de 725 euros. Ainda assim, em todos houve uma redução do 'preçário' face a anos anteriores.

Ler 938 vezes Modificado em sábado, 25 outubro 2014 10:02

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