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quinta 17 Ago. 2017
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quinta, 05 novembro 2015 09:29

Projecto da linha Évora-Caia só inclui uma via única para mercadorias

A Infraestruturas de Portugal lançou um concurso público para a elaboração do projecto de execução da via férrea Évora – Caia (fronteira com Badajoz), num valor que ronda os 11,5 milhões de euros, tendo para o efeito convidado nove empresas ou agrupamentos de empresas projectistas.

O objectivo é concluir os 90 quilómetros em falta entre Évora e a fronteira espanhola completando assim o famoso eixo Sines-Badajoz, apresentado há décadas como uma prioridade no investimento ferroviário.

Esta linha para mercadorias já chegou a estar adjudicada ao consórcio Elos durante o último governo de Sócrates, no âmbito do projecto de alta velocidade. Entre Évora e Badajoz estava prevista a construção, no mesmo corredor, de uma via dupla para o TGV ao lado da linha de via única para as mercadorias.

Passos Coelho viria a anular o concurso (subsistindo ainda hoje um diferendo acerca da indemnização a pagar ao consórcio), mas quatro anos depois é lançado este concurso que recupera apenas a via única para mercadorias, ignorando as economias de escala em deixar já preparado o corredor para, no futuro, se instalar a via dupla de alta velocidade.

Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (nova designação da Refer) disse ao PÚBLICO que "a construção desta nova linha não inviabilizará a alta velocidade, caso venha a ser decidida a sua implementação", mas a mesma fonte também confirma que o projecto agora lançado a concurso prevê apenas os investimentos estritamente necessários para a via única.

É o caso das pontes, trincheiras e aterros, que apenas serão feitos para a linha de mercadorias, mas que poderiam ser já construídos com um pequeno acréscimo dos custos, ficando a infraestrutura de base já preparada para o futuro.

Tem sido, aliás, esta a prática da Refer nas últimas décadas e dos caminhos-de-ferro portugueses desde há mais de cem anos. No século XIX as linhas do Leste e do Norte foram construídas em via única, acomodando logo todos os equipamentos para serem duplicadas. E a linha do Barreiro a Beja, há 150 anos, também foi preparada para a via dupla, o que significa que nas pontes estão previstos espaços para dois tabuleiros e que as trincheiras e aterros foram feitos de forma a acomodar uma segunda linha.

Mais recentemente, todas as passagens superiores construídas em linhas de via única contemplam também largura suficiente para a duplicação da via férrea.

Outro exemplo é o túnel (preparado para uma linha ferroviária em via dupla) à saída da ponte 25 de Abril, que foi construída em 1966 e esteve mais de 30 anos sem utilização até à inauguração do comboio na ponte em 1999.

Um ex quadro da Refer, que pediu o anonimato, disse ao PÚBLICO que a presente decisão de ignorar a preparação para uma futura linha ao lado da via única que se pretende construir é resultado de alguma perda de know how ferroviário motivado pela fusão da Refer com a Estradas de Portugal, prevalecendo agora na novel empresa um cultura mais rodoviária. "Trata-se de uma decisão que não pensa globalmente", disse.

Segundo a Infraestruturas de Portugal, o concurso para as empreitadas da linha Évora – Caia estão previstos para o último trimestre de 2016, devendo a construção decorrer até 2020.

Publicado em Economia
quarta, 03 junho 2015 08:12

Investimento de 17 milhões na ferrovia entre Évora e Espanha autorizado

O Governo autorizou o investimento de 17 milhões de euros na nova ligação ferroviária entre Évora Norte e a fronteira com Espanha, em Elvas/Caia, a concluir até 2020.

De acordo com a portaria das secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, que a agência Lusa consultou, estão em causa cinco contratos de prestação de serviços, que incluem a coordenação técnica do projeto (3,6 milhões de euros), obras de arte e estruturas especiais (7,3 milhões de euros) e ligação à Linha do Leste (1,2 milhões de euros), entre outros.

O investimento global de 17 milhões de euros, a que acresce IVA, a realizar pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), será repartido pelos seis anos de duração do projeto de execução da ligação ferroviária entre Évora Norte e Elvas/Caia, sendo que, este ano, está previsto um pagamento de cerca de 750 mil euros relativo aos cinco contratos.

O maior esforço financeiro deverá ser realizado em 2016 e 2017, com o pagamento de 13,7 milhões de euros nestes dois anos.

"O montante fixado para cada ano económico pode ser acrescido do saldo que se apurar na execução orçamental do ano anterior", pode ler-se na portaria publicada hoje e que começa a produzir efeitos na terça-feira.

Segundo o mesmo documento, "os encargos financeiros resultantes" da execução do projeto "são satisfeitos por conta das verbas inscritas ou a inscrever no orçamento da Refer", que, a partir de hoje, integra a Infraestruturas de Portugal, por fusão com a Estradas de Portugal.

A nova linha ferroviária entre Évora e Elvas/Caia está prevista no Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 3+, que contempla a ligação entre Sines, no litoral alentejano, e a fronteira com Espanha por ferrovia de mercadorias.

Publicado em Economia
terça, 24 fevereiro 2015 10:26

Comissão Europeia aprova fundos para projetos ferroviários na linha Sines-Elvas

O projeto de uma linha ferroviária moderna para transporte de mercadorias entre o porto de Sines e a fronteira em Elvas já dispõe da comparticipação comunitária para avançar na parte das obras até Évora, que aguardavam luz verde do Fundo de Coesão. Ao todo serão 136 milhões de euros, destinados a comparticipar um investimento total de 267 milhões de euros. Com este dinheiro será construída a segunda fase da variante de Alcácer do Sal e também será modernizado o troço da linha que liga Bombel e Vidigal a Évora.

A Comissão Europeia aprovou a comparticipação financeira de 136 milhões de euros, desbloqueando esta verba do Fundo de Coesão, através do Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT), para serem aplicados nestes dois projetos da ligação ferroviária Sines/Elvas.

Este investimento - no valor total de 267 milhões de euros - é fundamental para reforçar a competitividade do porto de Sines, articulando-o com a rede de plataformas logísticas (sobretudo Poceirão e Elvas), com os portos de Setúbal e Lisboa e com a ligação Lisboa-Madrid.

A ligação integra a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), cujo objetivo é criar uma rede multimodal e interoperável que assegure o livre movimento de pessoas e bens, com recurso ao modo de transporte mais adequado em cada etapa da viagem.

A segunda fase da construção da variante de Alcácer incluiu a construção de uma nova ponte sobre o Rio Sado, trabalhos de via (superestrutura) e instalação de tração elétrica (catenária).

A modernização do troço Bombel e Vidigal a Évora, que se desenvolve numa extensão de 69 quilómetros, inclui trabalhos de eletrificação em toda a extensão do troço e a instalação de telecomunicações. A remodelação das estações de Vendas Novas, Torre da Gadanha, Casa Branca, Monte das Flores e Évora, e ainda a construção de passagens desniveladas já foi efetuada anteriormente.

Com estes dois grandes projetos agora aprovados pela Comissão Europeia e outros projetos de menor escala no âmbito do percurso Sines-Évora que foram financiados pelo Fundo de Coesão através do POVT, fica totalmente modernizada a ligação ferroviária Sines - Évora.

Está prevista a realização do investimento respeitante à construção da nova ligação Évora - Elvas no período de Programação 2014-2020 de modo a concretizar a totalidade da ligação ferroviária do porto de Sines à fronteira com Espanha.

Publicado em Economia
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