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segunda, 16 novembro 2015 12:21

Empresa francesa projecta nova fábrica de componentes para aeronáutica em Évora

Em declarações à agência Lusa, o director-geral da Lauak Portuguesa, Armando Gomes, afirmou que "a decisão ao nível do grupo Lauak foi tomada", estando a multinacional a trabalhar no "dossier de investimento" do projecto.

"O projecto está no início. Estamos a consolidar o plano de negócios e a verificar quais são tipologias das máquinas que vamos comprar" para a futura fábrica, adiantou o responsável. A nova unidade fabril da francesa Lauak vai "nascer" num lote, com cerca de 20 mil metros quadrados, do Parque da Indústria Aeronáutica de Évora, onde já funcionam duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer.

Segundo o director-geral da Lauak Portuguesa, "será [constituída] uma empresa nova", que vai criar um "centro de excelência dedicado à maquinação, engenharia e pesquisa e desenvolvimento".

"Decidimos que todas peças estruturais em alumínio inferiores a dois metros, que actualmente são produzidas em França, serão feitas em Portugal por esta nova empresa que vai ser constituída em Évora", referiu.

As fábricas da multinacional em França, precisou, manterão a produção de peças em "metais duros", que integram "as partes quentes do avião", como titânio, inox ou outras matérias desse tipo.

O responsável escusou-se a revelar o valor do investimento previsto, assim como o número de postos de trabalho que vão ser criados, remetendo a divulgação dos dados para Janeiro, quando "o plano de negócios já estiver completamente consolidado".

O grupo Lauak já possui uma fábrica de componentes para a indústria aeronáutica em Setúbal, que emprega cerca de 350 trabalhadores e que produz componentes para a Airbus e Embraer, entre outras construtoras.

No Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, uma de estruturas metálicas e outra de materiais compósitos, e encontram-se em fase de instalação as unidades fabris da Air Olesa e da Mecachrome.

Publicado em Economia
sábado, 18 outubro 2014 11:14

Fábrica de Évora da Embraer produz 1.ª peça para aviões E-Jets E2

A construtora aeronáutica brasileira Embraer anunciou ter produzido hoje, numa das suas fábricas em Évora, a primeira peça dos E-Jets E2, a 2.ª geração da família de aviões comerciais E-Jets concebida pela empresa.

"A produção desta primeira peça, no prazo estipulado, é um marco importante em todos os programas de aviação, pois, representa a transição entre o projeto e o início da fabricação dos aviões", disse o presidente e Chief Executive Officer (CEO) da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que esta primeira peça faz parte do "conjunto do caixão central da asa ('wing stub'), sendo uma caverna de pressão entre o 'stub' e a fuselagem do primeiro protótipo do jato E190-E2, cujo primeiro voo está programado para 2016".

Publicado em Economia
quarta, 04 setembro 2013 09:41

Embraer fabrica peças em Portugal e envia para o Brasil

Com a queda da competitividade brasileira, a Embraer está a fabricar peças de aviões em Portugal e a exportar para o Brasil.

Nas duas fábricas que a empresa tem em Évora estão a ser montados componentes para a cauda e as asas dos jatos Legacy 500. As peças são mandadas por navio para o Brasil e aí entram na montagem final do avião.

No início de 2014, as fábricas da União Europeia passam a fabricar também componentes para o KC 390, o avião militar que a Embraer vai produzir, segundo João Taborda, diretor de relações externas da Embraer Europa.

"Isso demonstra que o Brasil não perdeu competitividade apenas para a China, mas também para países europeus", diz Antônio Corrêa de Lacerda, professor de Economia Política da PUC-SP.

"Fabricar em outros países está relacionado à lógica de se integrar a cadeias globais de fornecimento, mas, se o custo não compensasse, não fariam isso."
Segundo Lacerda, todos os indicadores de competitividade no Brasil -carga tributária, logística, custo de mão de obra- pioraram, e a questão cambial se agravou.

"Agora, com a desvalorização cambial, a situação pode melhorar; se o real permanecer em um patamar mais desvalorizado, a Embraer terá de rever sua estratégia."

Segundo a Embraer, não foi a "lógica de custos" que motivou a instalação das fábricas em Portugal.

As fábricas fazem parte de uma estratégia global da empresa -e, no caso de Portugal, a oferta de mão de obra qualificada e o sistema tributário transparente foram fatores que pesaram muito.

A Embraer tem outras fábricas no exterior, nos Estados Unidos e na China, mas lá a produção é voltada primordialmente para o mercado daqueles países, e não para exportação para o Brasil.

"Chegamos à conclusão de que valia a pena fabricar aqui, também do ponto de vista dos custos", disse.

Segundo ele, Portugal tem diversas vantagens comparativas: excesso de mão de obra, com muitos técnicos altamente qualificados e engenheiros; governo empenhado em desenvolvimento industrial e a base tecnológica na Europa. "Mas a questão de base é a necessidade da Embraer de ser globalizada."

TECNOLOGIA

Segundo a empresa, a função das fábricas de Évora é estimular desenvolvimento tecnológico em duas áreas muito específicas, passando a fazer dentro da Embraer atividades que antes eram realizadas em fornecedores.

A Embraer não quis entrar em detalhes sobre a diferença de custos para fabricar no Brasil e na União Europeia.

"A Embraer não disponibiliza detalhes sobre custos. E analisar essa decisão estritamente em termos de custos induz a um erro de leitura, porque não foi essa a diretriz determinante para a instalação das unidades. É preciso considerar que a parceria é estratégica, e não uma simples alocação em razão de custos de produção ou logística, conquanto estes também tenham sido analisados e, naturalmente, precisavam ser competitivos para não inviabilizar o investimento."

O investimento total da Embraer foi de € 177 milhões, incluindo empréstimo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A empresa também assumiu o controle, em 2005, da Ogma, estatal portuguesa, e lá se concentra a manutenção de aeronaves.

As fábricas em Évora ainda estão em implantação. Começaram a produzir em novembro de 2012.

Segundo Luis Afonso Lima, diretor-presidente da Sobeet, é possível que, diante da crise europeia, a fábrica de Portugal pode estar enfrentando baixa demanda na região, por isso a Embraer teve de direcionar as vendas para o Brasil.

Jornal Folha de São Paulo

Publicado em Portugal
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