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quarta, 03 junho 2015 08:51

Hospital e Universidade de Évora vão desenvolver projetos de investigação

Investigadores da Universidade de Évora (UÉvora) e profissionais de saúde do hospital da cidade vão desenvolver, em conjunto, projetos de investigação, na sequência de um protocolo estabelecido entre as duas instituições.

O vogal do conselho de administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Carlos Mateus Gomes, disse hoje à agência Lusa que a parceria vai permitir "potenciar sinergias na área da saúde entre duas das maiores instituições da região".

"O hospital tem as competências nas áreas técnicas e a universidade tem a estrutura de apoio e logística necessária para dar corpo aos projetos de investigação", referiu o mesmo responsável.

De acordo com o vogal do conselho de administração do hospital de Évora, foram apresentados cerca de 40 projetos por investigadores da UÉvora e por profissionais de saúde do HESE, que abrangem várias áreas.

"Não nos limitámos às áreas clínicas", realçou, indicando que os projetos em carteira estão ligados às "áreas clínicas, enfermagem, patologia e anatomia patológica", mas também à "informática, gestão documental e biblioteca".

Carlos Mateus Gomes adiantou que alguns projetos pressupõem uma candidatura ao Fundo para Investigação em Saúde, mas outros requerem apenas disponibilidade dos profissionais e investigadores.

"Vamos analisar os projetos e ver onde eles se tocam", porque "não podemos garantir que os 40 projetos sejam todos passíveis de ser integrados e apoiados", reconheceu o responsável.

Segundo a unidade hospitalar, o seu centro de investigação "ganha uma nova dinâmica" com esta parceria.

O centro, que funciona desde dezembro, tem como objetivo coordenar e dinamizar as atividades de investigação científica e tecnológica do HESE, criando os instrumentos necessários ao desenvolvimento de projetos locais e ao estabelecimento de parcerias com outras entidades.

quarta, 03 junho 2015 08:12

Investimento de 17 milhões na ferrovia entre Évora e Espanha autorizado

O Governo autorizou o investimento de 17 milhões de euros na nova ligação ferroviária entre Évora Norte e a fronteira com Espanha, em Elvas/Caia, a concluir até 2020.

De acordo com a portaria das secretarias de Estado do Orçamento e das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, que a agência Lusa consultou, estão em causa cinco contratos de prestação de serviços, que incluem a coordenação técnica do projeto (3,6 milhões de euros), obras de arte e estruturas especiais (7,3 milhões de euros) e ligação à Linha do Leste (1,2 milhões de euros), entre outros.

O investimento global de 17 milhões de euros, a que acresce IVA, a realizar pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), será repartido pelos seis anos de duração do projeto de execução da ligação ferroviária entre Évora Norte e Elvas/Caia, sendo que, este ano, está previsto um pagamento de cerca de 750 mil euros relativo aos cinco contratos.

O maior esforço financeiro deverá ser realizado em 2016 e 2017, com o pagamento de 13,7 milhões de euros nestes dois anos.

"O montante fixado para cada ano económico pode ser acrescido do saldo que se apurar na execução orçamental do ano anterior", pode ler-se na portaria publicada hoje e que começa a produzir efeitos na terça-feira.

Segundo o mesmo documento, "os encargos financeiros resultantes" da execução do projeto "são satisfeitos por conta das verbas inscritas ou a inscrever no orçamento da Refer", que, a partir de hoje, integra a Infraestruturas de Portugal, por fusão com a Estradas de Portugal.

A nova linha ferroviária entre Évora e Elvas/Caia está prevista no Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas 3+, que contempla a ligação entre Sines, no litoral alentejano, e a fronteira com Espanha por ferrovia de mercadorias.

quinta, 14 maio 2015 10:47

À descoberta da Évora muçulmana

O seu a seu dono. Podia ser o lema que coroa a exposição "Yábura, uma cidade do Al-Andalus" patente no Convento dos Remédios. Afinal, durante anos os eborenses assistiram a inúmeras campanhas arqueológicas um pouco por todo o centro histórico e muitos dos vestígios encontrados são agora devolvidos à cidade e aos seus habitantes, depois de um processo de inventariação e tratamento.

O que está exposto é apenas uma pequena parte do que foi encontrado e, neste caso concreto, são testemunhos da ocupação islâmica e do porquê de Yábura, nome pelo qual se conheceu Évora entre os séculos VII a XII, ter sido descrita como cidade grande do al-Andalus (região na qual se integrava).

Quem visitar a exposição vai encontrar uma "Évora que, se calhar, ninguém pensa que houve, sobretudo neste período de grandes ódios ou até de tensões raciais", explica à Renascença Cármen Almeida, da Câmara de Évora e responsável pela mostra.

"Vamos todos redescobrir que o período islâmico, embora enterrado e longe da memória de muitos, está bem presente através de vestígios materiais que evidenciam a revitalização urbana e o fortalecimento da rede comercial entre Évora e as diversas regiões do Andalus", esclarece a responsável.

Os visitantes podem contar com o auxílio de legendas que permitem estabelecer uma correspondência entre o que se imagina que seria nessa altura, "com base nos vestígios e por analogias históricas", com o que é hoje a cidade.

As novas tecnologias dão o seu contributo. A exposição oferece "um conjunto de produtos multimédia através do recurso à tecnologia tridimensional, nomeadamente uma reconstituição do que seria hipoteticamente a Yábura, cidade islâmica" acrescenta a responsável.

Porque se deve ver esta exposição?
É uma oportunidade para ajudar o cidadão comum "a perceber o que foi esta cidade no período islâmico, a sua importância e o quanto foi marcante para a sua história, desenvolvimento e até mesmo na ocupação do espaço urbano da cidade", explica.

"Todos temos no nosso ADN, os nossos habitantes, algo de um período de ocupação islâmica e é importante que interiorizemos estas questões, sobretudo nestes momentos conturbados que estamos a viver. É bom termos consciência de como alguns aspectos culturais e civilizacionais são relativos", realça a coordenadora da exposição.

Por outro lado, "é importante para o cidadão de Évora perceber as diferentes camadas, por assim dizer, de que é feita a cidade e depois de anos de trabalhos até incomodativos para o dia-a-dia da cidade, é agora possível verem o que foi feito e compreenderem melhor o trabalho realizado".

"É um reencontro com essas peças e a sua relevância para a construção da nossa identidade enquanto eborenses, conclui.

Um programa de animação cultural complementa a exposição que teve a colaboração da Universidade de Évora, Direção Regional da Cultura do Alentejo, Museus de Évora e Arqueológico Provincial de Badajoz, Campo Arqueológico de Mértola e autarquia de Montemor-o-Novo.

Pode ser visitada até Setembro, com entrada livre, e visitas guiadas aos sábados.

 

Fonte: Renascença

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