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quinta, 05 novembro 2015 09:29

Projecto da linha Évora-Caia só inclui uma via única para mercadorias

A Infraestruturas de Portugal lançou um concurso público para a elaboração do projecto de execução da via férrea Évora – Caia (fronteira com Badajoz), num valor que ronda os 11,5 milhões de euros, tendo para o efeito convidado nove empresas ou agrupamentos de empresas projectistas.

O objectivo é concluir os 90 quilómetros em falta entre Évora e a fronteira espanhola completando assim o famoso eixo Sines-Badajoz, apresentado há décadas como uma prioridade no investimento ferroviário.

Esta linha para mercadorias já chegou a estar adjudicada ao consórcio Elos durante o último governo de Sócrates, no âmbito do projecto de alta velocidade. Entre Évora e Badajoz estava prevista a construção, no mesmo corredor, de uma via dupla para o TGV ao lado da linha de via única para as mercadorias.

Passos Coelho viria a anular o concurso (subsistindo ainda hoje um diferendo acerca da indemnização a pagar ao consórcio), mas quatro anos depois é lançado este concurso que recupera apenas a via única para mercadorias, ignorando as economias de escala em deixar já preparado o corredor para, no futuro, se instalar a via dupla de alta velocidade.

Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (nova designação da Refer) disse ao PÚBLICO que "a construção desta nova linha não inviabilizará a alta velocidade, caso venha a ser decidida a sua implementação", mas a mesma fonte também confirma que o projecto agora lançado a concurso prevê apenas os investimentos estritamente necessários para a via única.

É o caso das pontes, trincheiras e aterros, que apenas serão feitos para a linha de mercadorias, mas que poderiam ser já construídos com um pequeno acréscimo dos custos, ficando a infraestrutura de base já preparada para o futuro.

Tem sido, aliás, esta a prática da Refer nas últimas décadas e dos caminhos-de-ferro portugueses desde há mais de cem anos. No século XIX as linhas do Leste e do Norte foram construídas em via única, acomodando logo todos os equipamentos para serem duplicadas. E a linha do Barreiro a Beja, há 150 anos, também foi preparada para a via dupla, o que significa que nas pontes estão previstos espaços para dois tabuleiros e que as trincheiras e aterros foram feitos de forma a acomodar uma segunda linha.

Mais recentemente, todas as passagens superiores construídas em linhas de via única contemplam também largura suficiente para a duplicação da via férrea.

Outro exemplo é o túnel (preparado para uma linha ferroviária em via dupla) à saída da ponte 25 de Abril, que foi construída em 1966 e esteve mais de 30 anos sem utilização até à inauguração do comboio na ponte em 1999.

Um ex quadro da Refer, que pediu o anonimato, disse ao PÚBLICO que a presente decisão de ignorar a preparação para uma futura linha ao lado da via única que se pretende construir é resultado de alguma perda de know how ferroviário motivado pela fusão da Refer com a Estradas de Portugal, prevalecendo agora na novel empresa um cultura mais rodoviária. "Trata-se de uma decisão que não pensa globalmente", disse.

Segundo a Infraestruturas de Portugal, o concurso para as empreitadas da linha Évora – Caia estão previstos para o último trimestre de 2016, devendo a construção decorrer até 2020.

Publicado em Economia
segunda, 25 julho 2011 00:00

Conclusão de trabalhos de Modernização do Troço Bombel – Casa Branca – Évora

Concluídos os trabalhos das empreitadas de reabilitação da plataforma ferroviária, electrificação e instalação dos novos sistemas de sinalização electrónica e de controlo de velocidade necessários à modernização do Troço Bombel – Casa Branca – Évora, serão retomadas, no próximo dia 24 de Julho, as ligações ferroviárias às cidades de Évora e Beja.

O troço em causa abrange, simultaneamente, a Linha do Alentejo, entre as estações de Bombel e Casa Branca, a Linha de Vendas Novas, entre as estações de Vidigal e Vendas Novas, e a Linha de Évora, entre as estações de Casa Branca e Évora, tendo sido realizadas as seguintes intervenções principais:

  • Renovação integral da Linha do Alentejo entre Bombel e Casa Branca, numa extensão de cerca de 37,4 km (excluindo estações);
  • Renovação integral da Linha de Vendas Novas entre Vidigal e Vendas Novas, numa extensão de cerca de 3,1 km (excluindo estações);
  • Alteração do layout e das plataformas de passageiros das estações de Vendas Novas, Torre da Gadanha e Casa Branca, com a criação de desnivelamentos para o serviço intergares;
  • Substituição dos tabuleiros das pontes metálicas da Capela, ao km 83,827 e da Prata, ao km 88,153, por tabuleiros em betão armado;
  • Electrificação do traçado;
  • Instalação de novos sistemas de sinalização electrónica e controlo de velocidade (CONVEL);
  • Supressão de todas as passagens de nível mediante a construção de obras de arte e respectivos restabelecimentos de acesso;
  • Substituição das passagens superiores rodoviárias ao km 57,307, na Estação de Vendas Novas, ao km 74,584, na Estação de Torre da Gadanha e ao km 90,206, na Linha de Évora.

 

Na Estação de Évora foram realizadas as seguintes intervenções principais:

  • Modernização da infra-estrutura e optimização do layout;
  • Renovação integral do armamento de via-férrea;
  • Electrificação da linha;
  • Reconversão dos cais de passageiros e das plataformas ferroviárias;
  • Modernização do Edifício de Passageiros e Interface, com requalificação da área envolvente da estação;
  • Construção de passagens desniveladas e restabelecimentos de acesso.


O conjunto dos trabalhos envolvidos nas diversas empreitadas, incluindo projectos, expropriações, sistemas de sinalização electrónica e controlo de velocidade, aquisição de materiais de via e fiscalização, representa um investimento total de cerca de 100 milhões de euros.

Com a conclusão dos trabalhos no Troço Bombel – Évora está viabilizada a prática de velocidades da ordem dos 190/200 km/h, que irá contribuir para uma melhoria da competitividade do caminho-de-ferro neste percurso.

O Troço Bombel – Évora faz parte do corredor ferroviário de mercadorias Sines / Elvas-Caia, que está incluído na lista dos trinta projectos prioritários da Rede Transeuropeia de Transportes.

Este projecto foi apoiado pelo Programa Operacional de Valorização do Território, no âmbito do QREN, com uma taxa de comparticipação do Fundo de Coesão da União Europeia de 70 por cento.

 

Consulte aqui o horário completo para a Linha do Alentejo, em vigor a partir de 24 de Julho de 2011.

 

FONTE: www.refer.pt

Fundos Comunitários

Publicado em Sociedade
quinta, 07 julho 2011 07:59

Linha de Évora (Troço Bombel – Casa Branca – Évora)

As obras de modernização do Troço Bombel – Casa Branca – Évora, na Linha do Alentejo / Linha de Évora (e que é parte integrante da Ligação Ferroviária de Mercadorias Sines – Elvas), entraram na sua fase final, prevendo-se a reabertura à circulação ferroviária no próximo dia 23 de Julho.

A empreitada em curso compreende, nomeadamente, uma reabilitação profunda da plataforma ferroviária nos cerca de 37,4 km de via entre Bombel e Casa Branca e a electrificação de todo o traçado até Évora.

Com a instalação de novos sistemas de sinalização electrónica e de controlo de velocidade (CONVEL) viabiliza-se a prática de velocidades da ordem dos 190 / 200 km/h, permitindo uma redução do tempo de percurso entre Lisboa e Évora de cerca de 20 minutos, o que, decerto, irá contribuir para uma melhoria da competitividade do caminho-de-ferro neste percurso.

As empreitadas adjudicadas no âmbito do processo de modernização desta infra-estrutura integram o Projecto de Financiamento designado por "Ligação Ferroviária Sines/Elvas (Espanha) III: Modernização do troço Bombel e Vidigal a Évora", candidatado ao Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT).

Os trabalhos no seu objecto têm uma comparticipação prevista de 70% do Fundo Coesão, até um montante total elegível de, aproximadamente, 90 milhões de euros. O Projecto, que também compreende a intervenção na Estação de Évora, representa um investimento total previsto de 94,7 milhões de euros.


FONTE: www.refer.pt

Publicado em Sociedade
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